segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Depois de um natal maravilhoso, harmonioso, mais que perfeito, quase que tudo foi por água abaixo.Certas coisas, aos olhos de quem pouco acredita, parecem absurdas e imprudentes, mas para quem tem fé, as coisas se explicam por ela. Sim, pela fé. Não fé em si mesmo, mas fé em Deus, como um ser que tudo pode, como um ser que faz o impossível acontecer.

Porque estou dizendo isto?

Bem, vou contar...

Hoje quando acordei parecia uma segunda normal, chata como todas as outras... Levantei com preguiça só de pensar no dia que teria, a preguiça e um desânimo se apoderou de mim. Até então tudo normal. Despedi dos meus pais que se preparavam pra pegar a estrada pra Guarapuava e saí com uma chuva chata e mais desanimadora ainda. Cheguei na empresa e aos poucos fui pegando no tranco.

De repente meu celular tocou, era meu pai com a voz bem eufórica, que hora parecia chorosa, hora transmitia pânico... E logo desembestou a falar: filha do céu, fomos abordados no portão quando saíamos pra pegar a estrada, um homem entrou no carro, anunciou o assalto e mostrou uma arma para nós. Mas Deus me deu força, "ranquei" ele de dentro do carro, tomei a arma dele e ele não levou nosso carro.

Algumas observações precisam ser feitas: faz 10 dias que meu pai tirou o carro da concessionária e ainda não tinha seguro, e, não sou a favor que reajam em assalto, essa foi uma situação peculiar.

Enquanto meu pai contava não tive como não cair no choro, foi uma mistura de desespero com o que podia ter acontecido com orgulho de ter um pai tão corajoso, e, também, por conhecer meu pai, sei que ele não é um homem forte, muito menos bom de luta, nunca devia ter brigado na vida, sem contar que ele possui 30% de visão. Só pude constatar que foi um anjo de Deus que lhe concedeu força suficiente pra sair vitorioso desta.

Enfim, certas coisas pra quem tem fé são milagres. E o de hoje foi o milagre do renascimento. Obrigada,  meu Deus!!!

sábado, 17 de dezembro de 2011

Já fiz muitas promessas a mim mesma que nunca consegui cumprir por muito tempo, a única que mantenho a firme e forte é  a de nunca mais tomar refrigerante. Porém, tenho duas que gostaria de seguir a risca: não apontar os defeitos alheios e não desejar mal a quem quer que seja.

Por não conseguir cumprir essas duas promessas, quase não me sinto no direito de criticar quem comete essas falhas. Mas mesmo assim não vou conseguir me conter. Não sei se me tornei sangue frio demais por viver no mundo jurídico ou se realmente o mandamento divino de não julgar e não desejar o mal ao próximo sejam bem vivos dentro de mim, coisas que papai e mamãe me ensinaram.

Assustei-me ao saber que um ser humano com total discercimento matou um animalzinho fofo e peludo a pancadas. Já tive essa vontade uma vez quando nosso ser peludo me sujou no portão ao sair de casa pro trabalho, mas quando olhei pra carinha dele e vi que pulou em mim por estar feliz ao me ver, só consegui soltar um grito de reprovação, que ele entendeu muito bem e nunca mais pulou em mim de manhã.

O nosso Marvin (cachorro labrador maravilhoso), é como se fosse um membro da família, eu ainda acho que um dia vou abrir a porta pela manhã e ele vai dizer com todas as letras "bom dia, Leila" e não só apenas os choramingos que se parecem com um bom dia.

Infelizmente tem pessoas que não conseguem controlar a ânsia da raiva e agem por impulso e sem razão alguma. Isso é chocante e acontece a todo momento não só com cachorrinhos fofinhos, mas com bebezinhos fofinhos, crianças lindinhas, enfim, o mundo está cheio de gente que não age conforme Deus nos ensina. E vamos ponderar o seguinte: todos os seres precisam de proteção e amor, TODOS! E Deus também nos ensina que não cabe a nós a julgar e desejar o mal, não é nosso dever, temos mesmo é que pedir que a justiça seja feita.

Detesto hipocrisia, gente que bate no peito pra dizer "que morra essa desgraçada" mas que age igualzinho a ela, sem respeito e consideração pelo próximo, destratando e humilhando pessoas. Aí vem pedir por justiça? A gente, por favor, né? Peça justiça, faça isso! Mas somente isso, não atraia pra si coisas ruins desejando o mal como se fosse Deus. Isso é tão repugnante quanto a pessoa que mata criancinhas e animaizinhos...

sábado, 1 de outubro de 2011

Usar transporte aéreo é uma coisa complicada, pelo menos pra mim. Sempre sinto aquele friozinho na barriga no pré-embarque e tenho a sensação de que talvez voar vai ser a última coisa que vou fazer na vida. Nesse sentido, sempre mando mensagens pros meus pais dizendo o quanto os amo. Seria ruim morrer sem ter dito isso a eles. O vôo de 23/09, além das declarações de amor, fez-me pedir perdão de todos os pecados que ainda me lembrava, foi a pior experiência de todas.

Começou pelo tempo fechado em Curitiba e por ter escolhido uma companhia aérea não muito prestigiada, que tem fama de aviões turbulentos. Eu já estava em pânico e ninguém colaborava pra amenizar isto, ao contrário, era todo mundo falando: você vai voar de TRIP? Nossa, aqueles aviões sambam em qualquer nuvenzinha. Eu olhava pro céu e via que o que mais tinha eram nuvens, logo, seria um carnaval até chegar em Campinas.

Foi a 1h mais sofrida e agoniante de toda a minha vida. A decolagem já não foi muito suave, aquele avião baixinho que até eu com meus 158cm consegui bater a cabeça no teto do corredor, parecia não ter turbinas suficientes para a decolagem, tampouco pro resto. Enfim no ar, aquilo chacoalhava tanto que por algum momento pensei que estava de ônibus na BR 116, falando pra mim mesma: que coisa que nunca arrumam essa pista horrorosa. Até que olhava ao lado e me lembrava que estava num avião e dava aquele frio na barriga assustador.

Nesse tempo, no meio de uma turbulência mais forte, as aeromoças interromperam o serviço de bordo, sentaram-se, colocaram o cinto e pediram pra que todos verificassem se os cintos estavam devidamente colocados e ajustados, disseram que, em caso de emergência, máscaras de oxigênios cairiam sobre nossas cabeças, e também que as poltronas eram flutuantes. 


Aí pensei: de que me salvaria um cinto de segurança, uma máscara de oxigênio e uma poltrona flutuante em caso de uma queda de avião? Todas essas medidas de seguranças são inúteis. Em vez de investir em tudo isso, eles podiam contratar padres, pastores, rabinos e outros representantes religiosos pra preparar nossa alma pra encontro de Deus, não há o que fazer. Ou por caso, você, meu caro leitor, conhece alguém ou alguma história de gente que sobreviveu a algum desastre envolvendo aviões por causa da eficiência de um cinto de segurança?

Esses pensamentos pessimistas só fez piorar a situação, a pior coisa era quando sentia que aquela "jabiraca" não chacoalhava só de um lado pro outro, mas também de cima pra baixo, o que era muito pior e me deu até ânsia.

Tentei manter a calma e transparecer que aquilo era normal, que estava totalmente acostumada. A pessoa do meu lado acho que fazia o mesmo. Quando a porcaria daquela aeronave pousou toda "troncha", depois de várias acrobacias que o piloto fez no ar (cheguei a quase pensar que era a esquadrilha da fumaça), cheguei a quase ter a sensação de que poderia estar a salvo, mas daí me lembrei do acidente em Congonhas com o avião da TAM e fiquei mais em pânico do que nunca.

Finalmente me acalmei quando peguei a minha mala, sempre tenho medo que a extraviem e a mande lá pro nordeste, e abracei minha irmã que me esperava toda alegre no aeroporto. Nesse momento, segurando minha mala, dei por conta de que não morrera e aquilo foi só uma experiência bem ruim pra aprender a nunca mais viajar com a TRIP ou qualquer outra operadora de vôo (sim, com acento, detesto as novas normas ortográficas) cujos aviões sejam minúsculos.

Na volta, apesar do vôo super tranquilo, aprendi mais uma coisa pra evitar sustos e semi-gritinhos: não sentar na poltrona que fica em cima do trem de pouso. Quando o trem de pouso é acionado para o pouso, aquilo faz um barulho que quase aconteceu um acidente biológico com o susto, a primeira coisa que me veio a cabeça foi de um buraco se abrindo debaixo de mim e que em vez de máscaras de oxigênio seria mais útil um para-quedas que pode se transformar num bote flutuante.

Espera aí! É isso que os aviões precisam, para-quedas que podem se transformar em botes flutuantes e em vez de fone na hora do embarque, as aeromoças podiam entregar roupas térmicas pra que em caso emergenciais, não morrêssemos congelados devido a temperatura de altitude. Não sei se isso é fisicamente possível, mas faz mais sentido que poltronas flutuantes, máscaras de oxigênio e cinto de segurança.

sábado, 27 de agosto de 2011

Nunca entendi o uso da expressão "há males que vem para o bem", sempre pensei que isso era ilógico, males vem pra males mesmo, nós, como seres humanos, adquirimos uma habilidade de regenerarmos dos males. Algumas semanas atrás a vida me deu a oportunidade de perceber que é possível um "mal" vir pra o bem sim.

Primeiro aquele choque: isso não pode estar acontecendo, não comigo, não agora. Mas o que tem que acontecer acontece e ponto. A primeira reação é encontrar motivos, razões para merecer tantos dissabores. Pensei: se estou passando por isso, em algum momento da vida fui muito malvada com alguém e mereço a dor que estou sentindo, ou, preciso passar por isso para aprender valorizar algo de muito bom que está por vir.

De repente, o que parecia uma tremenda falta de sorte, torna-se um "acordar para a realidade" e aquilo que parecia um mal torna-se a oportunidade para fazer a diferença numa história.

Depois de tanto questionar a Deus o porquê daquilo tudo, eu pude entender: não é que Deus escreve certo por linhas tortas, ele é um ser perfeito, e portanto, escreve certo, no momento certo e da maneira certa.

E o que de repente parecia o fim de uma linda e sincera história, foi a oportunidade de um recomeço. Recomeço que significa total entrega aos sentimentos que une duas pessoas e a vontade de mergulhar de cabeça, soltar-se a favor do vento para que ele leve aonde tiver que levar.

Com 25 anos de idade, nunca tinha ouvido a frase: namora comigo? Não sabia que era tão emocionante ao ponto de faltar a voz, do coração parar e ao lembrar desse momento eu choro de felicidade. Não foi um pedido de alguém que conheci a um mês atrás, foi de alguém que desde a primeira vez que o ví senti que tinha nascido para viver uma linda história, com um final muuuuuito feliz. Talvez ele seja daqui 1 mês, daqui um ano, talvez seja pela finitude da vida, mas com certeza não será sinônimo de dor e tampouco resultará num coração partido.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Estou prestes a completar 1 ano de blogue. Nesse período muita coisa aconteceu, claro! A vida não pára e a minha inquietude faz com que pra mim, a vida aconteça bem mais rápido, quer prova? 

Pois bem, nesta mesma época no ano passado morava em Maringá, estava arrumando minhas malas pra ir pra casa dos meus pais em Guarapuava e aguardar pela vida. Perdi meu Avô paterno, umas das consequências da vida. Viajei pra Campinas, na casa da minha irmã Lilian, depois fui pra São Paulo na casa da minha irmã Leli e meus irmãos de consideração, voltei pra Guarapuava. Passei por Irati pra me despedir de uma pessoa que sabia que não me faria bem continuar mantendo contato, mas não deu certo... Nunca conseguimos ficar sem se falar, mesmo sabendo que isso podia ser errado, mesmo sabendo que conviver com o orgulho de não querer voltar atrás me fizesse mal. 

Diante disso, formou-se um desafio pra ambos: achar um ponto de equilíbrio pra não nos machucarmos, quando estávamos perto de conseguir, viajamos pra fazer o vestiba da UFPR juntos e inventamos de ficar na praia, era feriado de novembro, claro que não deu certo, estragamos tudo! Voltei pra guarapuava com o coração cheio de mágoas, mas disposta a tirar delas a força para escrever uma nova página, com uma nova história e novos personagens.

A vida fez sua parte, na mesma semana arrumou uma entrevista numa das big four de auditoria do mundo aqui em Curitiba. Vim pra cá sabendo que algo novo me esperava, sem saber ao certo o que seria. Curitiba foi tão agradável que eu nunca mais quis ir embora. 

No mais, quem lê meu blogue sabe tudo de bom que tem acontecido em Curitiba. Apesar de reclamar todos os dias do transporte coletivo que de modelo não tem nada, quando chego na empresa percebo que valeu a pena a ida sofrida pro trabalho e no final da tarde, quando chego na casa em que moro com minha irmã Leli, Rico e André, percebo que o estres da volta valeu a pena. Dane-se se as pessoas aqui não sabem esperar o desembarque para embarcar no ônibus e dane-se mais ainda se eles não entendem aquela mensagem: evitem permanecer na porta 3 para facilitar o embarque.

O que mais me deixavam triste em Maringá era a sensação de abandono, aqui, todo mundo nos visita, nossa casa vive cheia de pessoas queridas, até minha irmã Lilian com as crianças já vieram nos visitar.

Não sei aonde estarei no ano que vem, mas por esse ano, agradeço a Deus por tudo que passei e por tudo que tem me dado de novidade e pelo que me devolveu. Desistimos de tentar achar um ponto de equilíbrio, de ficar longe, sem se falar, ele desistiu do orgulho e voltou atrás, afinal, a vida nos colocou a menos de 2km de distância um do outro. Ainda tenho dificuldades pra lidar com as mágoas do passado, mas aos poucos vou esquecendo, aquele sorriso faz qualquer coisa valer a pena. Lembrando disso penso que a única coisa que não mudou de um ano pra cá, foi o homem que me faz rir.

Ainda não viajei pra Austrália, não conheci o Camboja, não fui pros Alpes Suiços nem pra Cordilheira dos Andes e nem bebi cerveja nos Pubs de Dublin. Perdi o show de duas bandas que amo de paixão, mas isso tudo não vai me cegar diante de tanta coisa boa que me ocorreu, inclusive passar a virada do ano em Campo Largo. Isso foi um marco, sem dúvidas!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Ontem fui num almoço com o pessoal do trabalho. Primeiramente, quero ressaltar que foi maravilhoso em todos os sentidos: da comida as  incríveis companhias. Mas entre um assunto e outro, uma coisa me intrigou.

Convivo com pessoas de pensamento totalmente burguês. Entre várias conversas na mesa, chegou a pauta a greve dos metalúrgicos. Falamos o quanto as exigências dos trabalhadores são abusivas, o quanto o sindicato dos metalúrgicos é forte e o porquê dele ser tão forte. (Lembram do nosso ex-presidente Lula? Então, ele que fundou a força sindical metalúrgica. Isso explica a força). Não me lembro até que ponto chegamos no assunto, mas no meio da conversa, uma das minhas ilustres colegas de trabalho contou que esses dias passando pela  praça 29 de março, tinha um protesto dos nossos amigos sem-terra, e que sua vontade era passar com o carro em cima de todo mundo, gritando: vão trabalhar, vagabundos!

Na hora, não concordei com o que ouvi, mas todos concordaram ou consentiram, não quis polemizar a mesa com a minha opinião contrária, acho isso uma falta de cordialidade e totalmente desnecessário. Porém, passei uns 15 minutos pensando sobre a situação e duas coisas me vieram a cabeça: admiro as pessoas que fazem uso da liberdade do nosso regime democrático e pessoas com ideias (sem acento mesmo, pessoas!) radicais descem no meu conceito.

Não quero entrar no motivo pelo qual o movimento sem-terra luta. Quero abordar somente o direito constitucional que todos temos de lutar pelos nossos ideais, sejam eles quais forem, e expressar nossa opinião. Direito este que foi conquistado com muitas mortes e torturas de um povo que não se conformava com um regime totalitário e ditatorial. Na época, todos tinham consciência de que isto poderia custar suas vidas, mas lutaram por aquilo que acreditavam ser o correto e por um país melhor para as gerações futuras. Herdamos nossa liberdade de expressão deles e o que estamos fazendo dela?

Eu confesso que não estou fazendo nada, só reclamando. Meu trabalho é ver todos os dias um sistema tributário abusivo e que não funciona como deveria funcionar, mas não faço nada pra mudá-lo. Pois bem, além de não fazer nada vou criticar aqueles que fazem? Certos ou errados, eles estão na rua gritando por aquilo que acreditam. Ou estão em programas de TV, como o CQC, mostrando a sujeira que nossos lideres políticos compactuam com o nosso consentimento, se mostram de forma correta, não sei, mas estão fazendo algo que não faço.

É por isso que não consigo aceitar pessoas tão radicais ao expressar seus pontos de vista, não sei se estou sendo radical agora, na verdade estou tentando narrar a realidade que vivo e aproveito para pedir a você, que está lendo, que, por favor, se não faz nada pra melhorar o país que vivemos, se só faz uso da nossa democracia na hora de votar, não critique! Deixe as pessoas usarem nosso direito constitucional conquistado com muita luta daqueles que não se conformaram e foram para as ruas manifestar suas opiniões.

Bem, pra não terminar só nas minhas palavras, quero compartilhar o art. 5° da CF/1988, até o inciso VIII, ele é a coisa mais linda do mundo, sou apaixonadíssima por ele, seria perfeito se funcionasse.



"Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:


I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição;


II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;


III - ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;


IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;


V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem;


VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;


VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva;


VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;
(...)"